
Lisboa tem um vestido azul feito de mar e guerra.
E cheira a laranjas maduras.
Quando as gaivotas trazem no bico
os primeiros pedaços de sol para
acender o dia, Lisboa deixa correr
os cabelos pelo Tejo e o Povo pelas ruas.
À mesma hora, a coragem agita no
sangue duas grandes asas inquietas.
Por todas as janelas destruídas, já
o mar entrou, derrubando acácias
cantando hinos de espuma.
E porque toda a coragem é necessária,
toda a esperança é legítima.
Joaquim Pessoa, Amor Combate
Publicado por MARIAMAR em agosto 13, 2004 10:09 PMa esta imagem e versos, sinto-me...agarrado! bom sábado - c.
Afixado por: peres feio em agosto 13, 2004 11:35 PMSó posso comentar com um poema do Joaquim Pessoa:
"Chamar-te a ti, Lisboa, camarada,/
e depois, eu sei lá, enlouquecer./
Que a loucura é quase um grão de nada/
e tu tens um nome de mulher.// ... //
E pode ser que eu guarde a tempestade/
de ter que aqui ficar. E então dizer/
que sobre a minha boca ninguém há-de/
pôr rosas de silêncio, se eu quiser."
É lindo. está também cantado pelo Carlos Mendes.
Bjs e continuação de boas férias.
PS - Ainda assim és uma surtuda, sempre vais conseguindo fazer um ou outro post.
li este poema com muito gosto
:-)**
Ainda hei de conhecer Lisboa!
Afixado por: Graças em agosto 14, 2004 03:12 AMUm dia ainda vou conferir. ;) Beijo, Flor.
Afixado por: Márcia em agosto 14, 2004 05:07 AMA homenagem a Lisboa neste poema de Joaquim Pessoa que tão bem a cantou. Gosto muito dos dois últimos versos: "E porque toda a coragem é necessária,/toda a esperança é legítima.". Beijinhos, Maria
Afixado por: lique em agosto 14, 2004 12:49 PMBelíssimo conjunto imagem/poema.
Afixado por: Sara Xavier em agosto 14, 2004 07:40 PMnão conhecia este poeta
e vejo-o grande como os outros autores que conhecia como sophia, ruy belo, jorge de sena, eugénio andrade e manuel alegre
abraço
astier