Picasso, Le repos (Marie-Thérèse Walter)
como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus
dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva
como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de
ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda
Maria Teresa Horta, Minha Senhora de Mim
Um dos poemas de MTH que mais gosto. "Diz" tanto. Perdemos o que nunca achámos, porque estamos sempre à espera de achar. Confuso? Pois é:-) Imagem terna. bjs:)*
Afixado por: wind em agosto 7, 2004 07:06 PMbj - c.
Afixado por: peres feio em agosto 7, 2004 09:55 PMMais uma vez em que não encontro as palavras certas! Bjs
Afixado por: Ardelua em agosto 7, 2004 10:24 PMAh, como eu gostaria de ter escrito esse poema...
Beijo, Maria. Obrigada por ele.
Belíssimo poema. Um daqueles que expressa sentimentos que todos já experimentámos mas não soubemos dizer assim. Beijinhos,amiga.
Afixado por: lique em agosto 8, 2004 02:28 PMsinto este poema no fundo de mim. Não me canso de te dizer o quanto é bom vir aqui
Afixado por: ccc em agosto 10, 2004 05:45 PM