
Eric Vignaud, Crépuscule
Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice
Publicado por MARIAMAR em agosto 3, 2004 08:29 AMNão li praticamente nada do Nuno. Tá visto que tenho que começar :) Beijo meu
Afixado por: yardbird em agosto 3, 2004 04:26 PMTão belo e tão triste:((( Linda imagem. bjs
Afixado por: wind em agosto 3, 2004 07:27 PMÉ minha obrigação, gostosa, ler atentamente este blog – impomos a nós próprios tarefas curiosas – outros teus leitores sofrem do mesmo mal – ampara-nos, neste Agosto rarefeito de ideias – bom verão – bj c.
Afixado por: peres feio em agosto 4, 2004 01:08 AM