
Jorge Brandeiro, Veleiro
Esta imaginação de sal e duna,
inquieta e movediça como a areia,
ergue, isolada, a praia, mais a espuma
que sereia nenhuma
saboreia…
Quisesses tomar tu este veleiro,
que em secreto estaleiro construí,
sem velas, sem cordame, sem madeira,
- mas branco!, e todo inteiro
para ti…
Brilha uma luz de morte sobre o porto
saído mesmo agora da memória…
Ali estarei, à tua espera, morto,
ou vivo em minha morte
transitória…
Combinado. Que eu juro não faltar!
Contrário de Tristão, renascerei,
se pressentir, aérea, sobre o mar,
a sombra singular
do barco que te dei.
David Mourão-Ferreira
Belíssimo quadro que não conhecia. Do David é sempre a ler e a reler!
Afixado por: Sara Xavier em agosto 4, 2004 10:07 AMMinha querida amiga hoje venho pela primeira vez visitar-te aqui. Porque não vim antes? Sei lá...Mas prometo que esta vai passar a ser uma outra praia de encontro. Beijinhos
Afixado por: lique em agosto 4, 2004 10:37 AMQue escrever sobre David Mourão Ferreira? Nada, ler e sentir;) Linda imagem. bjs
Afixado por: wind em agosto 4, 2004 11:05 AMComentário de Tristão, a Isolda? Lembro-me do mar que os separou e, esta edição, está linda, Mariamar.
Bj.
Repito o que escrevi no outro sul: sinto a falta das suas edições, quando longe. Queira aceitar outro beijo, M.
Afixado por: A. em agosto 4, 2004 12:35 PMbelos os dois veleiros - irrecusável o convite para a viagem - bj - c.
Afixado por: peres feio em agosto 4, 2004 07:08 PMO David é sempre uma benção. Como estes teus oásis :-) Beijo
Afixado por: yardbird em agosto 4, 2004 11:12 PMBelo... muito belo! Bjs***
Afixado por: Ardelua em agosto 5, 2004 04:31 AM