Carlo Carrà, Mulher à Janela
Quem sou eu, a que está nesta varanda,
em frente deste mar, sob as estrelas,
vendo vultos andarem?
Sabem, acaso, os vultos quem vão sendo?
Sentem o céu, as águas, quando passam?
Ou não vêem, ou não lembram?
Quando alguém deste mundo para a lua
dirige os olhos, meditando coisas
e assim no vago mira,
para este mundo vão meus pensamentos,
tão estrangeiros, tão desapegados,
como se esta varanda fosse a lua.
Cecília Meireles
Publicado por MARIAMAR em julho 26, 2004 11:00 PMCecília Meireles escrevia as coisas tal como são, nuas e cruas, mas de uma maneira bela. Bela imagem. bjs*
Afixado por: wind em julho 27, 2004 12:05 AMBelíssima conjugação poema/imagem adesse!!! Gosto imenso de Cecília de Meireles e este poema além de belo, desinquieta... Beijito grande e boa semana, fica bem... :))
Afixado por: maria em julho 27, 2004 12:27 AMCecília Meireles é uma das minhas preferidas. Ótima escolha de poema e imagem. Bjs
Afixado por: Marcia em julho 27, 2004 04:43 AMamei os versos - c.
Afixado por: peres feio em julho 27, 2004 08:32 AMBelíssimo!
Beijo.
"Tudo é tão pouco" dizes na apresentação do teu espaço.
Contrariando-te - sem maldade - digo-te que "pouco é tão tudo."
Beijo-te Maria desejando que tenhas um dia bom.
Afixado por: LetrasAoAcaso em julho 27, 2004 12:15 PMé bom passar e ver-te à varanda contemplando a lua...
abraço
ah, bom encontrar cecília meireles aki
Afixado por: Linaldo em julho 27, 2004 08:17 PMHá tantas belas poesias de Cecília Meireles. Dentre as tantas, você escolheu uma belíssima.
Afixado por: Graças em julho 28, 2004 03:25 AM