
Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E o sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos
Publicado por MARIAMAR em julho 22, 2004 06:41 PME o sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Beleza ooura. Beijo, Maria.
Beleza pura e não ooura,é claro. ;)))
Afixado por: Márcia em julho 22, 2004 08:38 PMobrigada:)))) Um dos meus poemas preferidos de Alberto Caeiro. Bela imagem;) Espectacular post. bjs
Afixado por: wind em julho 22, 2004 08:42 PMQue surpresa agradável! Tanto que este poema de Caeiro diz da essência humana, da essência humana e do sonho, a mais sublime das suas valên cias... Beijinho, fica bem...:))
Afixado por: maria em julho 23, 2004 12:18 AM
e para quê saber de Finanças? ou de Direito? (Filosofia, nem se fala)! deixemos, então, serenamente, que a janela se abra para o Tejo e para a manhã que passa...
não me canso de alberto caeeiro.
não me canso de ler teu blog
Alberto Caeiro por aqui, que ótimo. Um abração.
Afixado por: Graças em julho 24, 2004 03:18 AMUm parecer – por mais inspirado que um poeta seja, que não se leve sempre à letra o que escreve – bom sábado c.
Afixado por: peres feio em julho 24, 2004 03:02 PMFernando Pessoa no meio do sábado é o que eu precisava. Beijos e um lindo fim de semana.
Afixado por: Loba em julho 24, 2004 05:36 PMLindo poema e, como sempre, uma escolha perfeita de imagem. Beijos
Afixado por: Marcia em julho 24, 2004 06:38 PM