junho 22, 2004

Soneto menor à chegada do verão

Eis como o vento
chega de súbito,
com seus potros fulvos,
seus dentes miúdos,

seus múltiplos, longos
corredores de cal,
as paredes nuas,
a luz de metal,

seu dardo mais puro
cravado na terra,
cobras que despertam
no silêncio duro...

Eis como o verão
entra no poema.

Eugénio de Andrade, Ostinato Rigore

Publicado por MARIAMAR em junho 22, 2004 07:00 AM
Comentários

saudemos este verão, de algum descontentamento - EA é bom arauto - saudações - c.

Afixado por: peres feio em junho 22, 2004 02:34 PM

Salvé Verão, embora com chuva:) Eugénio de Andrade sempre:)*

Afixado por: wind em junho 22, 2004 02:38 PM

Pessoalmente, este poema, diz-me muito.
Obrigado, Mariamar.
Bj.

Afixado por: LE. em junho 22, 2004 05:05 PM

Uma vénia ao solstício.
Outra a ti.
Outra a EA.
Beijos e o desejo sempre omnipresente de que tudo esteja pelo menos estável.
Boa tarde, Maria.

Afixado por: LetrasAoAcaso em junho 22, 2004 06:37 PM

Bom dia, Maria.
O desejo mui sincero de que estejas bem.
Sempre preocupado e amigo:
Zé.

Afixado por: LetrasAoAcaso em junho 23, 2004 10:58 AM

O poema do post anterior é contundente e lindo! Este me fez reflexiva. Bom estar aqui. Beijo grande

Afixado por: Loba em junho 24, 2004 02:18 PM