Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro
António Franco Alexandre
Mais um texto que não conhecia, mas que é belo:) Bjs*
Afixado por: wind em junho 21, 2004 12:59 AMbonitos versos – ás vezes o “te” faz a diferença. – boa semana – c.
Afixado por: peres feio em junho 21, 2004 01:07 AMSereno e, lindo, com laivos de nostálgia contemplativa. Gostei muito, neste dia de verão.
Bjs, Mariamar.
Lindo. Podia ter sido eu a escrevê-lo.
Beijos minha amiga
engraçado, tenho um poema que fala sobre a relação amorosa cujo título é "Fábula". Pois as vezes penso tb que somos mera fábula...bjs
Afixado por: Linaldo em junho 21, 2004 05:51 PMAcabei de copiar esta poesia, Adesse. Não conheço este poeta - vou agora mesmo tratar de ocnhecê-lo! É linda. Tá vendo como vc virou "meu agente cultural"? rs... Beijos e linda semana pra vc e pros "sul".
Esse poema, que conheci há pouco tempo, é um dos mais belos que já li. Tão bom encontrá-lo aqui, Flor.
Um beijo do inverno. ;)