Não irei mais meu erro errando errante
Pela noite fora
Embora a lua brilhe tanto como outrora
Não cesse do amor a voz uivante
Que me devora
Pois o coração gasta o peito
E a espada gasta a bainha
O tempo rói o coração desfeito
E a alma é sozinha
Embora a noite sempre peça amor
E o dia volte demasiado cedo
E o luar corte como espada nua
Não irei mais em pânico e segredo
Sob a luz da lua
Sophia de Mello Breyner Andresen, Ilhas
adoro esta senhora poetisa. simplesmente belo:)
Afixado por: wind em junho 12, 2004 02:00 AMEmbora a noite sempre peça amor – variantes sobre uma verdade incontestável – c.
Afixado por: peres feio em junho 13, 2004 12:00 AM