Que instância determina ser ou não ser razão
se é uma ficção o espírito? Nada tem a marca do eterno
e no entanto Gioconda sorri
os girassóis de Van Gogh germinam com uma violência solar
Astreia é ainda a pureza de um rosto entre duas sombras
E Orfeu toca a sua lira na ausência de Eurídice perdida
Nada é eterno mas o efémero pode ser o instante glorioso
a salvação da invenção porque tudo é invenção
contra o jugo do destino. Assim a obra nasce
para consagrar o que ainda está inacabado
mas que vai além da sombra espessa
que há na matéria do claro dia
António Ramos Rosa, Deambulações Oblíquas
Publicado por MARIAMAR em maio 29, 2004 05:50 PMA "invenção" do sulparati ao publicar este importante e quase esquecido poeta é louvável e os poemas escolhidos são fantásticos. Um Xi
Afixado por: castro cola em maio 29, 2004 08:51 PMDe boca aberta, sem palavras...
Afixado por: wind em maio 29, 2004 09:37 PMAplaudindo na 1ª fila, arquivo belas poesias, ou extractos, esperando sempre por mais…c.
Afixado por: peres feio em maio 30, 2004 02:00 AM