Trago no sangue o mistério
daquele resto de estrada
que não andei...
E era talvez ali
que eu ia ser feliz:
ali
que viriam as Fadas pra contar-me
os contos lindos das Princesas
e de Palácios
e de Florestas
que ficaram por contar;
ali que havia de abrir-se
o tal jardim
com flores que nunca morrem
ou, se morrem, há-de ser
na pujança da frescura
por medo de envelhecer...
Mas não passei além da curva...
O meu alento
já dobrou o joelho desistiu.
E eu sei tão bem que há Glória que me chama
e que tudo que digo aqui, ou faço,
é só arremedar, adivinhar,
o que, pra lá da curva que não passo,
havia de fazer ou de dizer!
E eu sei tão bem
que sem tomar nas mãos a Glória apetecida
me não contento!...
- Por que é que tu és só pressentimento,
minha vida?
Sebastião da Gama, Serra-Mãe
Publicado por MARIAMAR em maio 25, 2004 10:27 AM"Versos quase tristes"...mas belos...
Afixado por: wind em maio 25, 2004 11:57 AMesses dois versos finais resumem o poema e tantas, tantas vezes, a vida...
beijo grande.
Por que é que tu és só pressentimento,
minha vida?
Pressinto uma incomensurável tristeza. Erro de interpretação? Oxalá! Um beijo P.
Afixado por: Pedro Roriz em maio 25, 2004 09:59 PMVenho aqui a este cantinho para "dizer" que também me sinto assim:((( shiuuu não contes a ninguém:)
Afixado por: wind em maio 25, 2004 11:16 PM