esta esquisita prova me tentou
de tecer um rumor em muros de água
ossos de terra calcinada
o jugo
culpado me castigo com engenho
e da voz desenhada o artifício
restos de pele antiga
no laço da armadilha
em silêncio me muro e me demoro
no cálculo de rotas inexactas
um duro arbítrio quer que me desprenda
dos cinco ou mais sentidos
vou ser livre na terra desnudada
vou dizer o que sei como quem mente.
António Franco Alexandre, A Pequena Face
Publicado por MARIAMAR em maio 15, 2004 09:55 PMEste "doeu"...
Afixado por: wind em maio 15, 2004 10:11 PMQue jogo de palavras fabuloso!
Comentar o quê?
Só se mentir como quem sabe.
quem o escreveu, sabia da natureza humana. triste . c.
Afixado por: peres feio em maio 16, 2004 02:42 PM"vou dizer o que sei como quem mente."
como pode um verso tão bonito? Conheci esse poeta há pouco, no Torradas e agora, aqui. E me encanto mais e mais...
Beijo grande.
Afixado por: Márcia em maio 16, 2004 10:20 PM