
Olho os livros - e de súbito os livros multiplicam-se desde o chão até ao tecto. Paredes imensas, corredores infindáveis compactos de livros, e as caves, e as escadarias interiores, depósitos de in-fólios no sótão, a cerimónia findou, estou eu só na Biblioteca Geral. Fecharam os portões, ninguém, todo o grande edifício deserto. Passo pelos longos corredores, de cima a baixo os livros nos seus túmulos. São milénios de balbúrdia, tagarelice infindável, [...] interminável algazarra através das eras - estão imóveis nos seus túmulos irrisórios. Passo ao longo dos corredores, ecoam pelo tecto os meus passos claros no mosaico - silêncio. É a hora grave do fim [...]
Vergílio Ferreira, Para Sempre
Publicado por MARIAMAR em maio 14, 2004 05:20 PMVirgílo que tão bemn cantou as Beiras.
Os livros são memórias eternas de todas as eras.
Deixemo-los amontoarem-se e colhamos a suas sabedorias.
Fds bom
Mais uma bela escolha:)))
Afixado por: wind em maio 14, 2004 08:08 PMEsta wind se não é chalupa disfarça muito bem. Só lhe falta ler “pum” e dizer – mas que belo cheiro me ofereceste. Não sei onde é que descobres estas coisas tão fantásticas. Se o meu ex não estivesse morto eu até diria que tinha sido ele a abrir-se. Obrigada querida. Aguenta, força, continua.
Afixado por: morcego em maio 14, 2004 10:09 PMReler pequenos excertos bem seleccionados é gratificante. Fico-lhe sempre agradecido. Fim de semana tranquilo. Um beijo.P.
Afixado por: Pedro Roriz em maio 14, 2004 10:17 PMTagarelice de livros...que giro! Bjo.
Afixado por: leonor em maio 15, 2004 01:47 AMVergílio Ferreira escrevia, de facto, muito bem. Andei afastada dele durante uns tempos, nem sei bem porquê. Estou agora a redescobri-lo. Um abraço.
Afixado por: Ardelua em maio 15, 2004 02:04 AM