Tudo imaterial na praia rasa
Cheia de sol, ao fim da tarde,
Proa ao vento quebrada
A vaga entre rochedos, se ilumina.
É tudo imaterial, tudo neblina
Ténue que aos poucos arde,
Ao fim da tarde se desfaz, flutua,
E voo de ave deslisa
Ao longe linha pura.
Tudo imaterial na praia rasa.
Aqui ninguém me vê: amo a ternura.
Ruy Cinatti, O Livro do Nómada Meu Amigo
Publicado por MARIAMAR em maio 13, 2004 08:02 PM:))) Mas que lindo;) Ao acabar de ler sorri interiormente:) É mesmo de uma ternura impar...:-)
Afixado por: wind em maio 13, 2004 09:08 PMLindíssimo! Não conhecia... (obrigada!) *
Afixado por: FataMorgana em maio 14, 2004 03:04 AMÉ sim, a ternura. Por vezes nem amor, apenas ternura.
Bjs.