maio 02, 2004

Mãe!

Mãe! dói-me o peito. Bati com o peito contra a estátua que tem em cima o
verbo ganhar. Ainda não sei como foi. Eu ia tão contente! eu ia a pensar em ti e
no verbo ganhar. Estava tudo a ser tão fácil! Já estava a imaginar a tua alegria
quando eu voltasse a casa com o verbo saber e o verbo ganhar, um em cada
mão!
Dói-me muito o peito, Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro

Publicado por MARIAMAR em maio 2, 2004 12:18 AM
Comentários

Belíssima conjugação: Almada e Picasso!

Afixado por: M. em maio 2, 2004 12:54 AM

Uma vez mais à beira das lágrimas... Um beijo carregado de ternura.

Afixado por: Ardelua em maio 2, 2004 02:30 AM

Este comoveu...

Afixado por: wind em maio 2, 2004 05:02 AM

Total concordância! Almada e este Picasso, belíssima e comovente união. Beijo.

Afixado por: António em maio 2, 2004 01:38 PM

Parabéns, Mariamar.
Um abraço.

Afixado por: LE. em maio 2, 2004 08:04 PM

Belíssimo texto. Tem a ternura do afago de uma mãe.

Afixado por: Graças em maio 2, 2004 10:47 PM

Gostei muito. Bjo.

Afixado por: leonor em maio 3, 2004 12:20 AM

Também aqui encontrei a mesma sobriedade, delicadeza, simbolismo, bom gosto. Mais um abraço.

Afixado por: Zara Pontes em maio 3, 2004 09:36 AM