O Imperador baixou mais a voz:
- As coisas são como são, Lúcio Quíncio. Suporta-as e abstém-te da indignação. Não se pode impor a cada cidadão um filósofo a seguir-lhe os passos. E, sendo, pelo que sei, um jovem promissor da tua cidade, nunca demonstres, por actos ou omissões, que estás longe do sentir do povo. Poderias romper um equilíbrio fixado na ordem natural das coisas, em que as tuas convicções interviriam como mero capricho pessoal, alheio e perturbador.
Mário de Carvalho, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde
Publicado por MARIAMAR em abril 27, 2004 12:25 AMPois... os governantes não mostram de facto que são pessoas, porque não o são mesmo!
Afixado por: wind em abril 27, 2004 12:36 AMEis um texto deveras interessante. Penso, que na época, o povo era o de Roma. Actualmente, será, em Portugal, Lx, Porto e pouco mais. Ficam a faltar, como sempre, uns 6 milhões de concidadãos.
Um abraço, Mariamar.
senhor, mas eu sou humano!
Afixado por: peres feio em abril 27, 2004 03:35 AMSerá história ou presente!
Afixado por: Cetus em abril 27, 2004 01:47 PM