Ainda é grande o silêncio
que temos dentro. Levamos
a sua lenta abóbada de tempo
cumprindo as estações e a rotação dos anos.
Mas, sobretudo, vamos crestando e sendo
a uma astral experiência. Vamos
adquirindo essa tez translúcida dos velhos
que sabe à estrutura dos planaltos.
E, um dia, iluminados, entraremos
pelo portão sagrado,
como quem deu por si em pensamento,
com todo o seu silêncio iluminando.
Fernando Echevarría, Figuras
Publicado por MARIAMAR em abril 24, 2004 12:33 AMPobre de nós se não conseguirmos ultrapassar o portão sagrado, se ficarmos de fora.
Afixado por: Graças em abril 24, 2004 03:17 AMainda é grande o silencio que temos dentro, mas começo a ouvir a tua voz. c.
Afixado por: peres feio em abril 24, 2004 03:29 AMOs poemas que colocas aqui deixam-me sempre sem palavras, porque os sinto intensamente e não consigo raciocinar. Mas ainda bem:) Mexes com a minhas emoções:-)
Afixado por: wind em abril 24, 2004 09:42 AMObrigada por ter sido encaminhada para aqui pela adesse. Estas esculturas enchem-me a alma.
Afixado por: ângela em abril 24, 2004 12:05 PME de repente, não mais que de repente... a 25 foi a explosão. Derrubámos o portão sagrado, tudo se desmoronou com a facilidade do que está minado nos seus alicerces, e ... foi lindo de morrer. Um abração.
Afixado por: Ardelua em abril 24, 2004 06:54 PM"Com todo o seu silêncio iluminando"
Um abraço, bem "agradecido"