Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.
Eu amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e não deixar de amar-te nunca:
por isso é que ainda te não amo.
Amo-te e não amo como se tivesse
nas minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino infortunado.
Este amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso amo-te quando não te amo
e por isso amo-te quando te amo.
Pablo Neruda, Antologia Breve
comovente.c
Afixado por: c peres feio em abril 18, 2004 12:24 PMQue bom reler Neruda. Parabéns pela escolha.
Afixado por: Castro Cola em abril 18, 2004 05:09 PMAdoro Pablo Neruda. Como sabes o que eu mais gosto? :-)))
Afixado por: wind em abril 18, 2004 09:34 PMhumm, amar o que não se ama é muita louco!! Eu tb não sei se amo o que amo e o que não amo. Esse Neruda é um poeta do caraças, bravo.
Afixado por: jhon em abril 19, 2004 10:30 AM