Creio, creio hoje firmemente, que os seres humanos não foram destinados a verdadeiramente comunicar. É-nos dado um nome e uma identidade própria quando nascemos. Somos indivíduos e indivíduos permanecemos. Somos únicos e únicos queremos ser. Natural é que paguemos o preço.
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Nenhum de nós disposto a abrir ao outro muito mais do que a sua face mundana. Cada um, como tantas vezes sucede, a ouvir o outro mais por cortesia do que por interesse verdadeiro. No fundo, interessados sobretudo em encontrar uma caixa de ressonância perante a qual pudéssemos desenrolar o tema preferido: falar de si mesmo.
Paulo Castilho, Fora de Horas