«O silêncio desenhava as paredes, cobria as mesas, emoldurava os volumes, recortava as linhas, aprofundava os espaços. Tudo era plástico e vibrante, denso da própria realidade. O silêncio como um estremecer profundo percorria a casa.
[…]
O silêncio era agora maior. Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alimentasse todas as suas pétalas»
Sophia de Mello Breyner Andresen, “O silêncio” in Histórias da Terra e do Mar, Texto Editora.
o silêncio é tão angustiante, sobretudo se estivermos acompanhados.outras vezes há muito barulho, mas... tanto silêncio!
Afixado por: Sara em março 9, 2004 02:29 PMo terrível silêncio da vida. tão terrível!
tu também vives o silêncio, não é? vê-se que é a tua linha orientadora. não que eu seja psicólogo, mas há aqui sofrimento, não é só selecção de textos, não é, não. há marcas de verdade vivida, sofrida. estarei enganado' desculpa se estou a ser 'forte' ou 'directo' demais... beijos