«A vida era um labirinto de escuridão, sem alvores de madrugada que lhe orientassem a cegueira. Habitava um vazio sem rostos, onde mesmo o seu já não tinha significado. […] O seu destino de mulher era um destino de silêncio e de ausência. Ah! Poder voltar atrás àquele tempo em que vivera descuidada e feliz, como se estivesse à espera de outros ainda mais felizes.»
Luísa Dacosta, O planeta desconhecido e romance da que fui antes de mim, pág. 91, Quimera